Dos depoimentos que ouvi e li , o que mais se parece com o que
sinto quando leio um livro, um poema ou um conto , é do pintor Newton
Mesquita. As vezes , no meio da narrativa me pego em devaneios e sonhos
envolvido com o personagem e situaçoes . A leitura é única para isso. É
uma fonte de viagens sem sair de casa, uma vida sem tê-la vivido ou uma
morte sem ter morrido.Um local em que dragões, fadas e mágicos ganham
vida e onde tudo é possível com ajuda do faz de conta. Minha infância
foi com histórias de futebol e pescarias contadas pelo meu pai e na
escola , fui acompanhado pelos livros de Monteiro Lobato e também da
série vagalume (o escavarelho do diabo, o caso da borboleta Atiria e
muitos outros).Esse hábito de contar(ler) estórias passei para minha
filha . Hoje é uma leitora de gibis e literatura infanto-
juvenil.
Minha experiência com a escrita ainda não acabou e acho que nunca
acabará, pois tenho que policiar sobre meus erros de ortografia. Lembro
que no primário tinha uma dificuldade com a leitura a escrita das
silabas (bra, bre, bri, bro e bru). Tinha problema de dicçao e escrita,
levando a ter muita vergonha de fazer a leitura em voz alta.No ginásio
esses problemas desapareceram e surgiu outro.Os resumos do livros. Nunca
soube fazer, copiava trechos do livro e o resumo ficava enorme.Na 6ª
série , uma profesora me chamou e pediu que eu contasse sobre o livro
que eu havia lido. Contei e expliquei o que havia lido e entendi do
livro. Ela pediu que eu escrevesse esse relato . Escrevi e quando
entreguei , ela me disse que aquilo era um resumo.Essa experiência me
ajudou muito nas séries seguintes.
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