É
fato que não tive um contato “íntimo” com a leitura na infância e,
principalmente, por esse motivo hoje percebo o quanto a leitura é importante
para qualquer ser humano.
A
leitura possibilita ao aluno, trabalhar
e se desenvolver de forma autônoma, buscando cada vez mais solucionar problemas
de formas variadas, pois com a leitura tem condições que vivenciar diferentes
contextos. Como diz Pedro Bandeira “Quanto mais o aluno lê, mais aumenta seu
repertório”.
É
com o hábito da leitura que o aluno tomará consciência de suas necessidades e
sofrerá suas transformações e contribuirá na transformação do mundo.
Hoje,
percebendo toda a falta que faz a vivência com o mundo da leitura e escrita,
estou sempre estimulando e instigando meus alunos a lerem, independente do tipo
que gostem, pois devemos sempre lembrar que a leitura deve ser algo prazeroso e
só sentimos prazer quando fazemos algo que gostamos. A partir do momento que
sentem o gosto da leitura, os incentivo a se aventurarem em novas leituras que
ainda não são familiarizados. Por exemplo, tive uma aluna que só gostava de ler
contos de fadas, até que um dia apresentei o livro “Bom dia todas as cores” da
autora Ruth Rocha. Essa aluna ficou tão encantada com a história que até se
esqueceu dos contos de fadas e começou a ler todos os livros da Ruth Rocha.
Depois de passado muito tempo a encontrei e ela disse “professora, acho que sou
a pessoa que mais gosta de ler diferentes gêneros de texto, até suspense e
terror me encantam”.
Pensando
na área da Matemática, foi criado um paradigma que só se fazem cálculos e
resolvem-se operações, mas não podemos nos esquecer que todo cálculo ou toda
fórmula matemática teve origem em alguma situação – problema concreta. Então,
por que não levarmos nossos alunos a vivenciarem situações desafiadoras, que
necessitem de leitura, interpretação e escrita para solucionarem situações
matemáticas?
Acredito
que está na hora, de nós professores de Matemática, acabarmos com esse rótulo
que nos colocaram de que somos frios, calculistas, alienados, não gostamos de
ler e nem sabemos escrever, e que só nos interessamos pelo resultado final. Pelo
eu, tenho a plena certeza que não sou nada disso que me rotulam e sempre estou
fazendo com que meus alunos leiam, reflitam e escrevam o que compreenderam.
Lembremos sempre, como disse Bonassi, "Todo livro é um livro da vida (mesmo os livros de contabilidade, que são
livros de dívidas)".
Não
sei se fui clara e objetiva, mas tentei expressar o que sinto em relação a
leitura e escrita.
Rita, o blog está muito bom mesmo.
ResponderExcluirParabéns.
Cláudia