Este blog foi criado por um grupo de educadores que participam do curso MGME - "Melhor Gestão, Melhor Ensino", com o objetivo de desenvolver a prática da leitura e escrita na Matemática. Estão todos convidados a participar desta magia que é a Matemática.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
AS FOTOS FALAM POR SI.
ESSE É MEU PAÍS !!!
Uma nação onde o professor é tratado com descaso não progride. Não podemos ficar calados.
terça-feira, 18 de junho de 2013
A Matemática como componente do processo de Leitura e Escrita e vice-versa
O presente artigo aborda a importância da matemática no
processo de alfabetização, bem como sua utilização, além da aprendizagem dos
números, como recurso metodológico para se ensinar a ler e escrever. Tal
importância se fundamenta na concepção de que a aprendizagem da
língua Materna e linguagem Matemática se entrelaçam nesse processo, pois ambas,
estão presentes em qualquer área do conhecimento. Aborda ainda, a associação da
matemática com a literatura infantil, pois a sua junção possibilita criação de
situações em sala de aula que estimula a compreensão dos alunos, além de
proporcionar a familiarização com a linguagem matemática contida nos textos de
literatura infantil que favorece ao aluno a capacidade de estabelecer relações
cognitivas entre a linguagem materna, conceitos da vida real e a linguagem da
matemática formal.
Com a diversidade de informações que cercam as pessoas,
fornecidas por meios de comunicação como a televisão, jornais, revistas, e,
principalmente, a Internet, é preciso que o indivíduo se prepare para
compreendê-las e interpretá-las e adquira mecanismos que o ajudem a lidar com
as novas tecnologias como: coletar, organizar, comunicar e interpretar dados
utilizando diversos tipos de registros, tais como gráficos e tabelas.
Diante de tal realidade, a matemática é objeto de estudo de
vários autores que enfatizam a sua aplicação como sendo um aliado na formação
do cidadão, o que podemos constatar em Barbosa (2010) quando diz que a educação
matemática contribui para a construção da cidadania e para a inserção do
individuo no mundo do trabalho e nas relações sociais e culturais que exigem um
maior conhecimento associado às novas tecnologias.
Nesse turbilhão de informações ler e escrever não é o bastante,
é necessário ir além. Diante desse cenário, a matemática, que permeia nosso
cotidiano, foi criada há muitos anos atrás para atender as necessidades do
homem e ao longo dos anos vem se desenvolvendo de acordo com as mudanças que
ocorrem na sociedade, passando assim, a contribuir significativamente na
interpretação das informações, tornando-se tão essencial quanto a leitura e a
escrita.
Partindo dessa premissa, é importante destacar que a matemática
é um aliado no processo de alfabetização, cooperando nesse processo de
comunicação e no desenvolvimento das múltiplas linguagens. Assim como a
criança, desde muito pequena, está rodeada de informações, sejam elas escritas,
visuais, artísticas, ela também elabora noções matemáticas a partir de suas
atividades cotidianas fora e/ou dentro da escola: nos deslocamentos, em
coleções de objetos, na observação do calendário, em jogos, na manipulação com
o dinheiro, observações de gráficos e tabelas em materiais diversos, etc.
Contudo, não é necessário aprender
primeiro as letras para depois aprender os números, ideia essa evidenciada por
Silva e Souza (2009) que colocam que pelo fato da Matemática ser uma ciência
viva ela é capaz de criar seus próprios símbolos e signos. Também por possuir
uma linguagem própria, a Linguagem Matemática pode ser permeada pela escrita,
leitura e oralidade.
Em seus estudos os autores fazem
distinção entre alfabetização e alfabetização matemática, onde a primeira
refere-se ao processo pelo qual se adquire o código da escrita e a outra se
refere ao processo em que se adquirem os códigos matemáticos, ficando
evidenciado que a aprendizagem da matemática com a alfabetização na língua
materna não ocorrem linearmente.
Segundo Barbosa (2010) é preciso
integrar outros conhecimentos adquiridos à matemática, não bastando fazer uso
apenas do conhecimento matemático para atingir um objetivo ou resultado. Através
do desenvolvimento do raciocínio lógico, de estratégias e hipóteses, o ser
humano conseguirá resolver problemas nas atividades inerentes à vida diária.
Neste sentido, o presente artigo
procurou demonstrar a importância da matemática no processo de alfabetização,
utilizando a literatura infantil como parceira para se aprender a ler, escrever
e aprender matemática.
Para a escrita do referido artigo utilizou-se a pesquisa
bibliográfica, onde foram consultadas literaturas atuais, artigos e revistas
que forneceram subsídios para a escrita sua escrita.
BREVE RELATO SOBRE
O SURGIMENTO DA MATEMÁTICA
Alguns dos primeiros registros da Matemática, como conhecemos,
segundo Duarte (2010), originaram-se no Egito, quando os povos começaram a
estabelecer-se na região, deixando de ser nômades, por volta de 6.000 a.C. Com
o crescimento das sociedades, surge a necessidade de administração de terras, o
que traz implicitamente necessidades como controle de áreas, de produção, de
colheita, de impostos, e para isso, princípios de contagem e medições.
De acordo com Oliveira,(s.d.), utilizavam para efetuar os
cálculos, em suas construções, pedras, nós ou riscos em um osso, pois o número
concreto não era nada prático. Para atender as necessidades imediatas os
estudiosos do Antigo Egito passaram a representar a quantidade de objetos de
uma coleção através de desenhos – os símbolos. A criação dos símbolos foi um
passo muito importante para o desenvolvimento da Matemática. Como consequência
desse desenvolvimento, surgiu a escrita. Era o fim da Pré-História e o começo
da História.
Duarte (2010), diz que outro povo que
também desenvolveu consideravelmente a Matemática foi os babilônios. Uma das
especialidades desse povo era a de comparação entre medidas. Comparavam, por
exemplo, pesos de diversos objetos a fim de descobrir o peso de um objeto
específico, ou seja, lidavam indiretamente com a noção de equação algébrica que
temos atualmente.
Oliveira (s.d) coloca ainda, que os
babilônios e os egípcios já tinham uma álgebra e uma geometria, mas somente o
que bastasse para as suas necessidades práticas, e não de uma ciência
organizada. Apesar de todo material algébrico que possuíam, a matemática só foi
encarada como ciência, no sentido moderno da palavra, a partir dos séculos VI e
V A.C., na Grécia.
O autor relata ainda, que foram os gregos que a fizeram uma
ciência propriamente dita sem a preocupação de suas aplicações práticas. Se
destacaram na geometria, culminando com a obra de Euclides, intitulada "Os
Elementos". Sucedendo Euclides, Arquimedes desenvolve a geometria e
Apolônio de Perga, contemporâneo de Arquimedes, dá início aos estudos das
denominadas curvas cônicas: a elipse, a parábola, e a hipérbole..
Porém, conforme Duarte (2010), após o
declínio da Grécia antiga, a Matemática estagnou-se no Ocidente, havendo
progresso na Matemática oriental. O sistema numérico chinês era simples, porém
já com indícios do que usamos atualmente para contar, ou seja, já era
posicional decimal, facilitando os cálculos. Não possuíam símbolo para o número
zero, mas mesmo sem o zero, fizeram avanços consideráveis em Matemática.
Todavia, Oliveira (s.d) coloca que
foi em Roma que se desenvolveu e aperfeiçoou o número concreto. Eles não
inventaram símbolos novos para representar os números; usaram as próprias
letras do alfabeto, I V X L C D M. O sistema de numeração romano baseava-se em
sete números-chave: I tinha o valor 1. V valia 5. X representava 10 unidades. L
indicava 50 unidades. C valia 100. D valia 500. M valia 1.000.
Duarte (2010) acrescenta também que a
Índia contribuiu fortemente à Matemática, diferentemente dos chineses, os
indianos atribuíram um símbolo para o número zero, grande feito, que
revolucionaria toda a Matemática e Oliveira (s.d) completa dizendo que isto
causou uma verdadeira revolução na "arte de calcular". Os símbolos –
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 – ficaram conhecidos como a notação de al-Khowarizmi, de
onde se originou o termo latino algorismus. Daí o nome algarismo. São estes
números criados pelos matemáticos da Índia e divulgados para outros povos pelo
árabe al-Khowarizmi que constituem o nosso sistema de numeração decimal
conhecidos como algarismo indo-arábicos.Com o sistema de numeração hindu ficou
fácil escrever qualquer número, por maior que ele fosse.
Com a praticidade e o crescimento da
matemática ao longo dos anos, Duarte (2010) evidencia que o século XVII foi de
grande intensidade intelectual, com várias teorias desenvolvidas,
especificamente em matemática. Com a Revolução Francesa, percebeu-se o lado
prático da Matemática, que com tal desenvolvimento da Matemática à época, era
possível criar armas de guerra cada vez mais potentes, e que para isso
precisava-se de matemáticos. Na segunda metade do século XX pensava-se, então,
em estruturas que servissem de base para toda a Matemática. A matemática aos
poucos vai se desenvolvendo, mais e mais.
ALFABETIZAÇÃO, LETRAMENTO E NUMERAMENTO
A partir da regulamentação da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional 9394/96 (LDB), com a implementação dos “ciclos básicos de
alfabetização”, a concepção de alfabetização passou a ser reconhecida pelos
sistemas de ensino e pelas escolas como insuficiente, pois era compreendida
apenas como a aprendizagem mecânica de ler e escrever que se pretendia realizar
em apenas um ano de escolaridade, nas chamadas classes de alfabetização.
Entendiam que além de aprender a ler e escrever, a criança deveria aprender a
dominar as praticas sociais de leitura e de escrita.
Partindo desse entendimento, o
conceito de alfabetização é ampliado decorrente do fato de que as sociedades
estão cada vez mais focadas na escrita e ser alfabetizado – isto é, saber ler e
escrever – tem se revelado insuficiente para atender as demandas contemporâneas.
Não basta apropriar-se do código escrito, é preciso fazer uso da leitura e da
escrita no cotidiano, apoderar-se da função social dessas duas praticas: é
preciso letrar-se.
Esse entendimento pode se confirmar
na fala de Meira e Silveira (2011, p. 7) quando dizem que “o processo de
leitura exige, além da decodificação de seus signos, a compreensão e
interpretação, que acontecem por meio do contexto e da cultura onde o sujeito
está inserido”.
A escrita, por sua vez, é entendida
pelas autoras (apud Teberosky e Tolchinsky, 2011, p. 4) como um sistema de
notação, onde segmentos são combinados e complementados por sinais de
acentuação que formam palavras e/ou imagens que estando inseridas num contexto
nomeiam seres, objetos e etc.
Corroborando a ideia de que a
alfabetização, por si só, não é suficiente para a aprendizagem da leitura e da
escrita, as referidas autoras (apud Tfouni, 2011, p. 5) colocam que
“Alfabetização enquadra-se como as primeiras manifestações do reconhecimento
dos símbolos linguísticos e parece estar ligada a termos mecânicos e
funcionais, reduzido a habilidades funcionais”.
Por outro lado, ratificando a
afirmação de que é preciso apropriar-se da função social da leitura e da
escrita por meio do letramento, Círiaco e Souza (apud Soares (2011, p.44)
conceitua o letramento como sendo o “estado ou condição dos indivíduos ou
determinados grupos sociais que exercem por sua vez, efetivamente, as práticas
de leitura e escrita socialmente”. Portanto, o letramento surge para distinguir
de um lado a aquisição do código de registro da escrita da língua e do outro o
uso da escrita e leitura em práticas sociais, a primeira refere-se a
Alfabetização e a outra ao Letramento
Com a gama de informações que
permeiam a sociedade, o letramento começa à partir do momento em que as
crianças nascem, rodeadas de material escrito e de pessoas que usam a leitura e
a escrita, elas, desde cedo, vão conhecendo e reconhecendo as praticas de
leitura e de escrita em todos os seus contextos.
De acordo com Toledo (2004), desde a
infância, as crianças já trazem consigo concepções de leitura e escrita, assim
como as numéricas. No entendimento do autor o letramento não avalia só a
leitura e escrita, mas também as habilidades matemáticas. Segundo Soares
(2003), em função das demandas sociais, verificou-se o surgimento de um novo
fenômeno, o Numeramento, que chegou ao Brasil em meados da década de 80.
Ciriaco e Souza (2011) acrescentam ainda, que a escolha pelo uso
do termo Numeramento teve sua origem na área dos
estudos do Letramento. Segundo os autores, o “Numeramento tem suas raízes do inglês: numeracy, que foi
traduzido para o Brasil como Alfabetização Matemática, este usado normalmente
quando nos referimos a processos de escolarização”. Esclarece ainda, queda
mesma forma que a escrita e a leitura, existe uma série de conhecimentos e
competências necessários para a compreensão de diversas situações numéricas,
“as quais não representam mera decodificação dos números, mas, além disso,
envolvem a compreensão de diversos tipos de relações ligadas ao contexto social
em que tais situações se fazem presentes”.
Para que o letramento, ou seja, o
numeramento ocorra, tanto em língua natural quanto em linguagem matemática,
faz-se necessário pensar que esse processo se dá a partir da construção de
signos regidos por regras matemáticas e a compreensão desses signos constitui-se
em um sistema pelo qual os estudantes se sirvam para acontecer sua
aprendizagem.
Nesse sentido, para Barbosa (2010, p.
35) ser Numerado é:
Compreender,
e aplicar os conhecimentos da leitura, escrita e habilidades matemáticas na
resolução de problemas e raciocínio lógico na sociedade; tais como: interpretar
gráficos, tabelas, porcentagens, estimativas, estatísticas, ler e compreender
uma conta de telefone, luz, água, e outros relacionados ao uso social. Também é
acompanhar as mudanças sociais e fazer com que o sujeito passa a ser visto com
um cidadão atuante na construção do seu próprio saber tendo a consciência de
não só aplicar a matemática no seu cotidiano, mas como usá-la criticamente.
Com isso, pode-se observar que
aprender uma linguagem não é aprender uma serie de regras, e sim adquirir um
grau de competência comunicativa que permita usar tal linguagem, adequadamente,
quando requerida. Tanto no Letramento quanto no Numeramento, essa linguagem
deve ser trabalhada de forma a levar o indivíduo a compreender e a interpretar
as informações a ele apresentadas, levando em consideração o contexto e a
cultura onde o sujeito está inserido.
A MATEMÁTICA NO PROCESSO DE LEITURA E ESCRITA
De acordo com o Parâmetro Curricular Nacional de matemática (BRASIL,
1997), estar alfabetizado, consiste em saber ler, compreender, interpretar,
formular, resolver e analisar problemas, uma vez que estamos rodeados de
informações matemáticas (tabelas, gráficos, mapas, calendários, etc.). Segundo
o documento, isso é uma tarefa de conhecimento importante, que proporciona a
construção de capacidades intelectuais e aumenta o raciocínio lógico dos
alunos.
Por
sua vez, os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil
(Brasil, 1998) em seu eixo temático Matemática, compreende que a matemática
favorece a exposição e a escuta de ideias próprias e as dos outros, a formular
e comunicar procedimentos de resolução de problemas, a confrontar, argumentar e
procurar validar seu ponto de vista, a antecipar resultados de experiências não
realizadas, aceitar erros, buscar dados que faltam para resolver problemas,
entre outras coisas.
Com isso, as crianças poderão tomar
decisões, agindo como produtoras de conhecimento e não apenas executoras de
instruções, podendo o trabalho com a Matemática contribuir para a formação de
cidadãos autônomos, capazes de pensar por conta própria, sabendo resolver
problemas.
A resolução de problemas é um
componente importante não só para a matemática, mas também para o processo de
leitura e escrita, o que se pode observar em Oliveira (s.d, p.421) quando diz
que:
A
resolução de problemas, quando apresenta temas motivadores e próximos à
realidade do aluno, abre espaço para a elaboração de diferentes procedimentos,
comparação de resultados, estruturação do pensamento, entre outras habilidades,
que valorizam o processo de resolução e não somente as respostas corretas. Além
disso, os problemas poderiam auxiliar diretamente o processo de letramento,
afinal, envolvem elementos pouco aproveitados como a escrita, a leitura, a
criatividade e a comunicação.
No que diz respeito a leitura e a
escrita tanto na linguagem matemática, quanto na Língua Materna, um sistema de
símbolos específicos é desenvolvido para expressão das ideias. Segundo Machado
(1998, p. 9) “há a possibilidade de ensinar a Língua Materna a partir de uma
mediação intrínseca com a Matemática”. Azevedo e Rowel (2007) por sua vez, referenciam que a
resolução de um problema utilizado como recurso pedagógico é capaz de tornar o
ensino da língua portuguesa escrita mais eficaz.
Smolle e Diniz, (2001, p. 70),
defendem que todas as disciplinas devem proporcionar ao indivíduo a aquisição
da capacidade de interpretação de textos, relacionando a linguagem com os
símbolos, pois,
Compreender um texto é uma tarefa difícil, que envolve
interpretação, decodificação, análise, síntese, seleção, antecipação e
autocorreção. Quanto maior a compreensão do texto, mais o leitor poderá
aprender a partir do que lê. Se há uma intenção de que o aluno aprenda através
da leitura, não basta simplesmente pedir para que ele leia, nem é suficiente
relegar a leitura às aulas de língua materna; torna-se imprescindível que todas
as áreas do conhecimento tomem para si a tarefa de formar o leitor.
Diante disso, pode-se constatar que
linguagem matemática e linguagem natural estão presentes em qualquer área do
conhecimento, constituindo condições, possibilidades de resolução de problemas,
com seus instrumentos próprios de expressão e comunicação. Conforme Menezes
(2009, p. 4) “a linguagem matemática é híbrida, pois resulta do cruzamento da
Matemática com uma linguagem natural, no nosso caso, o Português”.
A MATEMÁTICA E A
LITERATURA INFANTIL
A literatura infantil só se tornou possível a partir do
nascimento da infância como instituição, isso, o inicio da Idade Moderna. Na
Europa os contos populares foram transformados para uma visão educativa
burguesa. Incialmente não se dirigia as crianças, os contos de fadas eram
aproveitados pela classe burguesa para propagar modelos de comportamento.
Segundo Paço (2009) como a criança
era vista como um adulto em miniatura, os primeiros textos infantis resultaram
de adaptações ou da minimização de textos escritos para os adultos. Com a nova
concepção de infância que estava se constituindo, fez-se necessários novos
mecanismos para “equipar” e “preparar” a criança para enfrentar mais tarde o
meio social. A escola tornou-se, então, uma instituição legalmente aberta, não
só para a burguesia, mas para todos os segmentos da sociedade e a literatura
infantil, vem então, validar esse processo de escolarização.
Conforme Cunha (1999, p. 23) “No
Brasil, a literatura infantil tem início com obras pedagógicas e, sobretudo
adaptações de obras de produções portuguesas, demonstrando a dependência típica
das colônias”. Porém, somente no final do século XIX é que se dá o surgimento
dos primeiros livros para crianças escritos e publicados por brasileiros; mas é
com Monteiro Lobato que tem início a verdadeira literatura infantil brasileira.
A literatura infantil, com sua
linguagem singular, apresenta-se como mediadora entre a criança e o mundo,
proporcionando uma ampliação no seu domínio linguístico e preenchendo o espaço
do fictício, da fantasia, da aquisição do saber, permitindo transpor as
fronteiras do imaginário.
Porém,
na maioria das vezes as histórias infantis são utilizadas para se trabalhar a
linguagem oral e escrita das crianças, alfabetizando-as, desenvolvendo o gosto
e o prazer pela leitura e a escrita de textos. As produções literárias são
vistas por poucos como contexto possível para se trabalhar conceitos matemáticos,
não sabendo que, as histórias podem oferecer aspectos bastante oportunos para a
apresentação de conceitos matemáticos às crianças.
Partindo dessa premissa, Souza e
Oliveira (2010, p.9) evidenciam que:
A
articulação entre matemática e literatura infantil possibilita a criação de
situações de ensino que permitem explorar as relações existentes entre a língua
materna e a matemática. O sujeito inicia a apropriação da língua materna e da
matemática antes do período de escolarização, porém esses dois sistemas não são
encontrados de forma dissociada, isto é, são dimensões interligadas.
Então, Matemática e Literatura,
porque não? Essa é uma pergunta que vários autores defendem como sendo possível
tanto para o aprendizado da matemática quanto para a leitura e escrita. Com a
literatura os alunos podem se envolver na produção de histórias que tenham a
matemática e ao mesmo tempo oportunizar a eles a habilidade para escreverem,
pensarem e falarem sobre o vocabulário matemático (formal/coloquial), além de desenvolverem
habilidades de formulação e resolução de problemas, enquanto constroem
conceitos matemáticos.
Essa junção contribui para a formação
de alunos leitores que se apropriam da leitura como prática social, capazes de
utilizar os elementos necessários para compreender um texto; para o
conhecimento da linguagem, conceitos e ideias matemáticas, além da utilização
de diferentes estratégias para resolver problemas — elaborando e testando
hipóteses — e relacionar suas experiências ao saber matemático.
Silva (2003) enfatiza que é preciso
que a compreensão do texto literário seja valorizado e incentivado pelo
professor, estabelecendo relações entre língua materna e linguagem matemática.
Dessa forma, a utilização da literatura não será simplesmente um ponto de
partida, mas sim uma conexão real com outras áreas do conhecimento.
Os estudos apontam que utilizar a
metodologia que aborde a matemática e literatura é uma alternativa repleta de
possibilidades, dente elas, trabalhar com a resolução de problemas que é
apontado por Souza e Oliveira (apud Kliman e Richards, 1992) como uma
possibilidade dos alunos criarem suas próprias “histórias matemáticas” sobre
situações que lhes são familiares e envolvem um problema a ser resolvido por
ideias matemáticas. Dados importantes podem ser encontrados nas próprias
histórias para que a solução desses problemas seja achada. É importante
instigar as crianças a explorar e a formular problemas para que sejam
resolvidos por elas e pelos colegas no intuito de que elas debatam, dialoguem,
critiquem e criem diversas estratégias de solução.
Conforme as autoras (apud
Welchman-Tischer,1992) existem várias formas de usar a literatura para ensinar
matemática, são elas: a criação de um contexto para o desenvolvimento de
atividades que trabalhem conceitos matemáticos; a introdução de materiais
manipuláveis que depois podem ser utilizados de várias formas, sem envolver uma
história; apresentar as crianças experiências matemáticas criativas, trabalhar
com problemas organizando um espaço próprio; apresentar aos alunos noções de um
conceito ou habilidade matemática, a princípio sem o formalismo desse
conhecimento para, posteriormente, desenvolver, explicar e/ou rever esses
conceitos ou habilidades matemáticas.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Durante a leitura dos documentos e escrita do referido artigo,
pode-se compreender que tanto a linguagem matemática, quanto a Língua Materna
são fundamentais e inseparáveis na interpretação e representação da realidade,
mesmo sendo representadas por um sistema de símbolos específicos, as ideias por
elas simbolizadas mostra a dependência recíproca entre elas.
Entretanto, para que essa
reciprocidade aconteça de fato, é preciso compreender o significado de
alfabetização, letramento e numeramento; conceitos esses, que apesar de terem
significados distintos, se complementam durante o processo de aquisição da
leitura e escrita. Sabe-se que alfabetizar é uma tarefa árdua, tanto na língua
materna quanto na linguagem matemática, porém é preciso observar que aprender uma
linguagem não é aprender uma serie de regras, e sim adquirir um grau de
competência comunicativa que permita usar tal linguagem, adequadamente, quando
requerida.
Tanto
no Letramento quanto no Numeramento, essa linguagem deve ser trabalhada de
forma a levar o indivíduo a compreender e a interpretar as informações a ele
apresentadas, levando em consideração o contexto e a cultura onde o sujeito
está inserido.
Um recurso interessante para tornar
esse processo mais prazeroso e eficaz é o uso da literatura infantil para
ensinar a língua materna e a matemática. Pode-se constatar que a associação do
ensino da matemática à literatura torna possível a criação de situações em sala
de aula que estimula a compreensão dos alunos ao que está sendo estudado, além
de proporcionar a familiarização com a linguagem matemática contida nos textos
de literatura infantil que favorece ao aluno a capacidade de estabelecer
relações cognitivas entre a linguagem materna, conceitos da vida real e a
linguagem da matemática formal.
Espero que esse trabalho contribua
para a produção de outros artigos relacionados a parceria da matemática com a
literatura infantil no processo de alfabetização, bem como, oportunizar a
comunidade escolar uma possibilidade para ensinar e aprender a ler, escrever e
“contar” de forma mais prazerosa e dinâmica. Com isso, atender as necessidades
do aluno, em todos os seus aspectos, preparando-o para o exercício de sua
cidadania.
Autora:
Sandra de Amorim Salgado
PLANO DE AULA - PORCENTAGEM
PLANO DE AULA
TEMA 1 - Números e Operações
GRUPOS DE COMPETÊNCIAS
: I, II e III
GRUPO DE
COMPETÊNCIAS: Compreender (GIII)
CONTEÚDOS :
Porcentagem e sua relação com os números racionais.
CONTEÚDOS RELACIONADOS : Fração(H1,H2,H10,H15 e H16),número
decimal(H3,H10,H15 e H16), proporção
ANO/SERIE : 9º ano /8ª série
TEMPO PREVISTO: 04 aulas
OBJETIVOS :
H01 Reconhecer as
diferentes representações de um número racional.
H02 Identificar fração como representa Identificar fração
como representação que pode estar associada a diferentes significados.
H03 Reconhecer as representações decimais dos números
racionais como uma extensão do sistema de numeração decimal, identificando a
existência de “ordens” como décimos centésimos e milésimos
H10 Efetuar cálculos que envolvam operações com números
racionais (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação – expoentes
inteiros e radiciação.
H15 Resolver problemas com números racionais que envolvam as
operações (adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação).
H16 Resolver problemas que envolvam porcentagem
JUSTIFICATIVA :
O conhecimento do conceito de porcentagem e dos cálculos que
derivam daí é um dos tópicos mais importantes na prática diária dos alunos.
Também é importante estudar o vocabulário que expressa acréscimos e reduções em
números, preços e quantidades, como juros, descontos e outros.
ESTRATÉGIAS: Uso de uma narrativa para introdução e
prosseguimento da aula.
Fase 1:Introdução de uma situação problema:
Caminhava ,Antonio por
uma rua de comércio, quando se deparou ,na frente de uma loja, com um anúncio:
“10% de desconto para pagamento à vista de qualquer produto.”
Entrou e se encantou
com um tablet de última geração. Custava R$ 500,00. Mas ele gostaria de saber o
preço à vista e o preço parcelado. Consultou um vendedor que lhe respondeu :
-- Custa à vista R$
450,00.
Fase 2 : levantamento de conhecimentos prévios :
- Pedir que os estudantes expliquem com suas as palavras a
frase "tablet teve um desconto de 10%".
- Após os comentários , discutir com os alunos o que é porcentagem e como esse
conceito se aplica no dia a dia. Comentar que, se olharmos à nossa volta, vamos perceber
que o símbolo % é visto com muita frequência em jornais, revistas e televisão.
- Fazer com a turma
um levantamento de situações em que esse conceito aparece.
Fase 3 : Leitura e analise de um texto/narrativa :
- Leitura do texto sobre o porque do surgimento do termo
porcentagem:
“Relatos
históricos datam que o surgimento dos cálculos percentuais aconteceu por volta
do século I a.C., na cidade de Roma. Nesse período, o imperador romano decretou
inúmeros impostos a serem cobrados, de acordo com a mercadoria negociada. Um
dos impostos criados pelos chefes romanos era denominado centésimo rerum
venalium, e obrigava o comerciante a pagar um centésimo pela venda das
mercadorias no mercado. Naquela época, o comércio de escravos era intenso e
sobre as vendas era cobrado um imposto de 1/25 (um vinte e cinco avos).
Os cálculos eram feitos sem a
utilização do símbolo de porcentagem, eram realizados de forma simples, com a
utilização de frações centesimais. Por exemplo, na cobrança de um imposto no
valor de 6/100 da comercialização, eles cobravam seis centésimos do preço do
produto, isto é, dividiam o produto em cem partes iguais e pegavam seis partes,
basicamente o que é feito hoje sem a utilização de calculadoras.
A intensificação do comércio por
volta do século XV criou situações de grande movimentação comercial. O
surgimento dos juros, lucros e prejuízos obrigou os matemáticos a fixarem uma
base para o cálculo de porcentagens. A base escolhida foi o 100. O interessante
é que mesmo com essa evolução, o símbolo que conhecemos hoje ainda não era
utilizado pelos comerciantes. Muitos documentos encontrados e registrados
apresentam uma forma curiosa de expressar porcentagens. Os romanos utilizavam
os algarismos do seu sistema de numeração seguido de siglas como, “p cento” e
“p c”. Por exemplo, a porcentagem de 10% era escrita da seguinte forma: “X p cento” ou “X p c”.”
Por Marcos Noé
Graduado em Matemática
Equipe Brasil Escola
Graduado em Matemática
Equipe Brasil Escola
Fonte :
http://www.brasilescola.com/matematica/historia-das-porcentagens.htm
Fase 4: Calculo de porcentagem e resolução de situações problemas:
- Depois da leitura, relembrar porcentagem, o significado do símbolo % e sua
relação com as frações e números decimais (números Racionais ).
- Volte a situação problema inicial e apresente a seguinte situação : Antonio não tem condições de comprar a vista. Então o vendedor sugeriu que ele pagasse em prestações ,mas haveria um acréscimo de 5% sobre o valor.
- Pergunte aos alunos como Antonio
calcularia o valor final do tablet, comprado em prestações.
- Após a discussão, apresentaremos diferentes maneiras de se calcular
porcentagem . Podemos utilizar o fator de multiplicação
: Para fazer um acréscimo de 10% a um determinado valor, basta multiplicar esse
valor por 1,10. Em forma fracionaria seria 110/100 .
- Após todas as reflexões sobre o assunto apresentaremos outras
situações problemas para que apliquem os
conhecimentos adquiridos.
RECURSOS MATERIAIS E TECNOLÓGICOS: Livros didáticos e paradidáticos, jornais,
revistas e panfletos, SAI, caderno do aluno e do professor e calculadora.
AVALIAÇÃO :
A avaliação será feita através da interação professor-aluno, no momento das discussões e reflexões e também por meio dos problemas resolvidos em classe individualmente ou em grupo, trabalhos de leitura e interpretação de tópicos especiais, além de provas escritas Todas as atividades serão avaliadas levando em conta o interesse, participação, organização, responsabilidade, criatividade em todo o processo da realização deste trabalho, verificando se as atividades foram concluídas por cada aluno e se os objetivos propostos foram alcançados.
A avaliação será feita através da interação professor-aluno, no momento das discussões e reflexões e também por meio dos problemas resolvidos em classe individualmente ou em grupo, trabalhos de leitura e interpretação de tópicos especiais, além de provas escritas Todas as atividades serão avaliadas levando em conta o interesse, participação, organização, responsabilidade, criatividade em todo o processo da realização deste trabalho, verificando se as atividades foram concluídas por cada aluno e se os objetivos propostos foram alcançados.
RECUPERAÇÃO: Será de maneira que garantirá aos alunos a revisão dos
conteúdos não assimilados de forma que o aluno tenha oportunidade de aprimorar
e sanar suas dificuldades
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Baiano vai receber medalha de Dilma após vencer concurso de matemática
Jovem conquistou prêmio ao participar de olimpíadas realizadas em 2012.
Yure de Oliveira, de 18 anos, sempre estudou em escolas públicas na BA.
Fonte: http://g1.globo.com/
sábado, 8 de junho de 2013
A MATEMÁTICA EM QUADRINHOS
Acessem o link abaixo, nele você irá encontrar uma sugestão de trabalho na matemática com a utilização de quadrinhos.
http://www.slideshare.net/mc29/as-histrias-em-quadrinhops-nas-aulas-de-matemtica
sexta-feira, 7 de junho de 2013
quinta-feira, 6 de junho de 2013
NARRATIVA E MATEMÁTICA
Aliar narrativa
ao processo educativo é um meio bastante difundido desde as
tradicionais fábulas e os livros paradidáticos da atualidade.
Na metade do século XX,
Lobato escreve a Aritmética da Emília,
fazendo referência a O homem que
calculava de Malba Tahan. Dalcin (2002) ao se referir às obras de Lobato e
Malba Tahan afirma que “através de suas obras mostraram-nos que a matemática
pode ser ensinada por meio de nossa capacidade imaginativa e criativa de contar
histórias” (p.15).
Smole e Diniz
(2001), Smole et al (2004) estudam as conexões da literatura infantil e da
produção de textos nas aulas de Matemática. Outros autores como Bicudo e
Garnica (2001) e Teberosky e Tolchinky (1996), também mostram a importância do
trabalho integrado, bem como a aproximação da área da matemática e da língua
materna, porque a maioria das informações necessárias à vivência em sociedade,
bem como à construção de conhecimento, é encontrada na forma escrita. Segundo
Dalcin (2002:60),
Ao longo da vida, os homens ouvem, contam, lêem ou escrevem narrativas
com as mais variadas intenções. Fatos do cotidiano são narrados, sentimentos
são manifestados, crenças e conhecimentos são construídos por meio das mais
variadas histórias.
Nas aulas de
matemática a comunicação ocorre em diferentes modalidades: forma de texto –
linguagem materna ou linguagem matemática, tabelas, gráficos, obras de arte, imagem
– visual ou pictórica, figuras geométricas etc.
A produção de
textos nas aulas de matemática cumpre um papel importante para a aprendizagem
do aluno. A literatura é por excelência um espaço de síntese da experiência
humana, das emoções e, por isso, seu uso tem sido destacado em diversos estudos
como privilegiado para o trabalho interdisciplinar. O texto nas aulas de matemática
contribui para a formação de alunos leitores, possibilitando a autonomia de
pensamento e também o estabelecimento de relações e inferências, com as quais o
aluno pode fazer conjecturas, expor e contrapor pontos de vista. Como afirma
Smole et al (2004:2):
a história contribui para que os alunos aprendam e façam matemática,
(...) o que permite que habilidades matemáticas e de linguagem desenvolvam-se
juntas, enquanto os alunos leem, escrevem e conversam sobre as ideias
matemáticas que vão aparecendo ao longo da leitura. É neste contexto que a
conexão da matemática com a literatura infantil aparece.
PASSOS, Cármen L.B. -
UFSCar-DME
OLIVEIRA,
Rosa Maria M.A. de - UFSCar-DME
A importância da leitura
Estar no mundo de hoje, e não perceber como estas duas ciências andam junto, seria o mesmo de você querer falar bem, sem nunca ter lido um livro, um jornal, ou qualquer tipo de leitura. Pois é fato que você só sabe falar e escrever bem, fazendo uma bela leitura, pois as mesmas andam interligada uma com a outra. São como irmãs gêmeas, que quando se juntam uma completa a outra. A importância da leitura e da escrita se dar nas mais variada formas de como vemos um livro ou qualquer coisa do gênero. Hoje grandes oradores pelo Brasil a fora são grandes leitores, pelo motivo de ler, e fazer da leitura um vício para a vida toda. CONTINUE LENDO Profª Terezinha
Depoimento de leitura e escrita
Educador na Escola estadual. Como educador tenho conhecimento que a leitura exerce um papel muito importante em todas as etapas do processo escolar principalmente na formação do leitor, nosso aluno. E sei também que a falta de leitura provoca problemas graves na escrita, dificultando o ensino - aprendizagem, por exemplo, na redação e no entendimento dos conteúdos de matemática. O hábito de leitura, contudo, só consegue se o leitor for motivado tiver oportunidades de estar em contato com diversas formas de comunicação e ai ele vai se interessar pela leitura que lhe mais agradar.
E o processo de ensino aprendizagem da leitura é, muito instigante e desafiador, tanto para o aluno como para o professor. E a pessoa que lê com certeza vai compreender melhor o mundo em que vive. E pude perceber nestes anos de magistério que a maioria dos alunos não se deram conta ainda da importância, da necessidade da leitura na sua aprendizagem. O que tenho também percebido é que, a maioria dos alunos que leem fazem isso obrigados pelos professores e ou alguns pais. Daí acabam não dando o devido valor à leitura tão necessária a eles. Não leem para buscar informações, conhecimentos, enriquecer seu vocabulário, e melhorar a sua ortografia. Por que eu quando lia livros indicados pelos meus professores do primário, ginásio, colegial, cursinhos e faculdades e pós que fiz, foi para buscar não só demonstrar que sabia ler para os professores e diretores da Escola, mas foi para buscar conhecimento, aprender a escrever corretamente e ter conhecimento e para desenvolver redações. Isso mesmo não sendo um devorador de livros.
E mais no meu tempo não tínhamos as facilidades que nossos alunos têm. Bibliotecas Municipais, Livrarias, jornais, revistas, e ricas Bibliotecas nas Escolas. E mais poder comprar um bom livro hoje.
E o que me fascinava era ver o meus avôs de descendência espanhola e portuguesa receber jornais e revistas de seus países de origem e fazerem leituras com os meus irmãos mais velhos. Minha que lia e falava em italiano dentro de casa e meu pai, de descendência portuguesa ler romances, inclusive colocar os nomes das e dos filhos de personagens de livros que havia lido.
Mas também percebo que meus alunos não tem o hábito de leitura, fora os livros didáticos, porque a maioria são de famílias menos favorecidos pela vida ou com problemas afetivos e com pais analfabetos ou semi - analfabetos. .
E eu por isso vejo que a linguagem, leitura e escrita é muito importante na vida social. Que bom seria se os nossos alunos tivessem vontade, interesse e em ler mais, ler bem, passassem a ter em ler, pois com certeza com isso a vida deles poderia ser bem melhor, não só no processo da aprendizagem, mas essa leitura poderia lhes mostrar um caminho até de sucesso nas suas vidas.
Será colegas que não foi com o surgimento TV, computador e a Internet que a leitura e a escrita perderam seu valor ?
Tenho percebido o desinteresse dos alunos até ao fazer uma pequena leitura de textos que antecedem um exercício de matemática. Ele não leem, não interpretam e não fazendo isso não conseguem resolver o exercício proposto. O que será que aconteceu com a leitura de nossos alunos em anos anteriores?
E para encerrar esta minha modesta participação neste fórum, gostaria de concordar que a leitura feita de forma correta forma também cidadãos críticos e formadores de opiniões, isso já dizia meus professores do Curso de Direito.(depoimento de Odair Paiva)
Dos depoimentos que ouvi e li , o que mais se parece com o que
sinto quando leio um livro, um poema ou um conto , é do pintor Newton
Mesquita. As vezes , no meio da narrativa me pego em devaneios e sonhos
envolvido com o personagem e situaçoes . A leitura é única para isso. É
uma fonte de viagens sem sair de casa, uma vida sem tê-la vivido ou uma
morte sem ter morrido.Um local em que dragões, fadas e mágicos ganham
vida e onde tudo é possível com ajuda do faz de conta. Minha infância
foi com histórias de futebol e pescarias contadas pelo meu pai e na
escola , fui acompanhado pelos livros de Monteiro Lobato e também da
série vagalume (o escavarelho do diabo, o caso da borboleta Atiria e
muitos outros).Esse hábito de contar(ler) estórias passei para minha
filha . Hoje é uma leitora de gibis e literatura infanto-
juvenil.
Minha experiência com a escrita ainda não acabou e acho que nunca
acabará, pois tenho que policiar sobre meus erros de ortografia. Lembro
que no primário tinha uma dificuldade com a leitura a escrita das
silabas (bra, bre, bri, bro e bru). Tinha problema de dicçao e escrita,
levando a ter muita vergonha de fazer a leitura em voz alta.No ginásio
esses problemas desapareceram e surgiu outro.Os resumos do livros. Nunca
soube fazer, copiava trechos do livro e o resumo ficava enorme.Na 6ª
série , uma profesora me chamou e pediu que eu contasse sobre o livro
que eu havia lido. Contei e expliquei o que havia lido e entendi do
livro. Ela pediu que eu escrevesse esse relato . Escrevi e quando
entreguei , ela me disse que aquilo era um resumo.Essa experiência me
ajudou muito nas séries seguintes.
Depoimento de leitura e escrita
É
fato que não tive um contato “íntimo” com a leitura na infância e,
principalmente, por esse motivo hoje percebo o quanto a leitura é importante
para qualquer ser humano.
A
leitura possibilita ao aluno, trabalhar
e se desenvolver de forma autônoma, buscando cada vez mais solucionar problemas
de formas variadas, pois com a leitura tem condições que vivenciar diferentes
contextos. Como diz Pedro Bandeira “Quanto mais o aluno lê, mais aumenta seu
repertório”.
É
com o hábito da leitura que o aluno tomará consciência de suas necessidades e
sofrerá suas transformações e contribuirá na transformação do mundo.
Hoje,
percebendo toda a falta que faz a vivência com o mundo da leitura e escrita,
estou sempre estimulando e instigando meus alunos a lerem, independente do tipo
que gostem, pois devemos sempre lembrar que a leitura deve ser algo prazeroso e
só sentimos prazer quando fazemos algo que gostamos. A partir do momento que
sentem o gosto da leitura, os incentivo a se aventurarem em novas leituras que
ainda não são familiarizados. Por exemplo, tive uma aluna que só gostava de ler
contos de fadas, até que um dia apresentei o livro “Bom dia todas as cores” da
autora Ruth Rocha. Essa aluna ficou tão encantada com a história que até se
esqueceu dos contos de fadas e começou a ler todos os livros da Ruth Rocha.
Depois de passado muito tempo a encontrei e ela disse “professora, acho que sou
a pessoa que mais gosta de ler diferentes gêneros de texto, até suspense e
terror me encantam”.
Pensando
na área da Matemática, foi criado um paradigma que só se fazem cálculos e
resolvem-se operações, mas não podemos nos esquecer que todo cálculo ou toda
fórmula matemática teve origem em alguma situação – problema concreta. Então,
por que não levarmos nossos alunos a vivenciarem situações desafiadoras, que
necessitem de leitura, interpretação e escrita para solucionarem situações
matemáticas?
Acredito
que está na hora, de nós professores de Matemática, acabarmos com esse rótulo
que nos colocaram de que somos frios, calculistas, alienados, não gostamos de
ler e nem sabemos escrever, e que só nos interessamos pelo resultado final. Pelo
eu, tenho a plena certeza que não sou nada disso que me rotulam e sempre estou
fazendo com que meus alunos leiam, reflitam e escrevam o que compreenderam.
Lembremos sempre, como disse Bonassi, "Todo livro é um livro da vida (mesmo os livros de contabilidade, que são
livros de dívidas)".
Não
sei se fui clara e objetiva, mas tentei expressar o que sinto em relação a
leitura e escrita.
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